Vagas não são preenchidas no Sine de Uberaba há semanas
quarta-feira, 10 de outubro de 2012Há um mês, o Sistema Nacional de Empregos (Sine) de Uberaba, no Triângulo Mineiro, tem uma vaga para calheiro. Desde o começo da semana passada estão abertas também duas vagas para carpinteiro, cinco para pedreiro, cinco para servente e uma para mecânico. A taxa de desemprego no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é a menor para o mês de agosto nos últimos dez anos, com 5,3%. Mas apesar de números tão favoráveis a dificuldade de alguns setores em preencher vagas chama a atenção.
Segundo o gerente do Sine de Uberaba, Luciano Mota Reis, com a chegada de novos investimentos na cidade a tendência é a situação só piorar. “Uberaba está projetada para receber o gasoduto, a planta de amônia e a própria Zona de Processamento e Exportação (ZPE). São empreendimentos que vão demandar mão de obra com maior grau de especialização e com certeza quem tiver interesse em uma vaga dessa já tem que começar a preparar desde logo”, explicou.
De acordo com a especialista em Recursos Humanos, Luciene Villa Maia, o problema é a baixa qualificação dos profissionais que tentam entrar no mercado de trabalho. “As empresas hoje estão muito mais exigentes do que antes, porque elas precisam ter um funcionário dentro do seu quadro que dê retorno. Então elas exigem muita qualificação, experiência, competências técnicas e comportamentais”, destacou.
Luciene explicou também que é preciso encarar qualquer trabalho como profissão. “No mercado da nossa região nós temos muita dificuldade na contratação de gente para a área comercial e de vendas. Nós estamos às vésperas do Natal e muitas empresas precisam contratar vendedores, ampliar o quadro ou para trabalhar como extra”, completou a especialista.
Mas mesmo com o passar das semanas algumas vagas continuam no cadastro do Sine sem ser preenchidas. A empresária Alessandra Rodrigues Borges também passa por esse problema e mesmo oferecendo salário acima de média, vale transporte, almoço e lanche não consegue contratar uma costureira com experiência. O quadro de funcionários no ateliê está incompleto há dois meses. “O profissional que vier, cortar, modelar e fizer a roupa vai ganhar entre R$ 1 mil e R$ 1.300 dependendo da produção e capacitação dele”, observou.
Hoje, com três funcionárias, Alessandra rejeita serviço e ainda precisou terceirizar uma boa parte das encomendas, o que gera ainda mais custos. “Hoje em dia eu tenho três pessoas que trabalham em casa para mim, que já presta esse serviço para outras empresas e para mim no período noturno”, contou a empresária.
Fonte: G1